domingo, 11 de setembro de 2011

Abusemos da MORAL ...



Amigos Chazeiros, que bom tê-los novamente aqui comigo. A prosa de hoje é séria, mas procuraremos descontraidamente saborear este assunto ... 

Este post é um clamor pela honra, dignidade e MORAL. Antes de propor esta conversa, parei, pensei e examinei-me cuidadosamente, um exercício delicado e necessário a todos os cidadãos. Notar-se envolvido em situações que vão contra os princípios da moralidade, é algo cada vez mais comum. Os valores se tornaram tão irrelevantes e sutis que nem sabemos mais o que é certo e errado. 

Lembrei-me neste momento da minha infância, fui criada numa família onde bravamente meus pais nos ensinaram o caminho da moralidade, do respeito, da ética e da obediência. Fui mais longe ainda em minhas lembranças, recordei-me agora daquela passagem “Ensinai a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele”. Pv. 22.6. Foi exatamente isso que seu Aderbal e Dona Terezinha fizeram, fizeram uma corda invisível que insiste em me puxar quando envolvo em situações “perigosas”. Não sou um exemplo fiel tá gente? Mas na qualidade de orientanda e observadora, tenho refletido diariamente sobre minha postura e atitudes primeiramente, e ainda, sobre o meu papel na sociedade a qual faço parte. 

O patrimônio moral é fruto de uma construção nos primeiros anos de vida, momento em que as crianças entram para o mundo das regras e comumente perguntam se o que fazem é certo ou não, ou se podem ou não fazer algo. Ainda não conhecem todos os seus limites, cabendo aos pais ensinarem com amor e exigirem o cumprimento com rigidez. 

Gente, o que aconteceu com as famílias? O que os pais têm passado para seus filhos? Pedir para seu filho dizer que você não está quando aquele conhecido liga, é o mesmo que dizer que dependendo da situação ele pode mentir, depois não reclame quando a vida dele se resumir numa mentira. Pedir que a criança coloque o cinto de segurança somente quando vai passar pela fiscalização é o mesmo que dizer que aquelas medidas de segurança são balelas e que podemos trapacear a lei, futuramente não reclame quando ele burlar suas ordens. Exemplos comuns e normais né? Geralmente, não percebemos quando deixamos de ser sujeitos morais e éticos. Pequenas atitudes definem uma pessoa, nos definem! 

Viver em um país democrático é complicado e difícil, pois, exige de seus integrantes responsabilidade e obediência. Responsabilidade com o mundo, com o outro e consigo mesmo. Obediência aos princípios e as leis impostas, estas que regulamentam o nosso modo de viver. 

E a autonomia e heteronomia? A primeira por oferecer liberdade, permite a pessoa agir mediante as “leis” criadas e estabelecidas por e para si. O individuo é autônomo para agir, ir e vir e procura fazê-lo obedecendo estas leis. Enquanto a heteronomia diz respeito a lei que recebemos, a que somos submetidas independente de nossa vontade própria. E o que tem a ver autonomia e heteronomia com moral? É no transcorrer das nossas ações autônomas que definimos e expressamos nossa moralidade. É quando nos rebelamos ou burlamos as leis que nos regem que perdemos nossa moralidade. 

A consciência moral evolui da heteronomia para a autonomia, ou seja, as pessoas começam por interiorizar as normas e obedecendo-lhes por medo do castigo — heteronomia —, até que essa situação evolui para um patamar que consiste na autodeterminação das pessoas em função de princípios e valores morais justificados de forma racional - autonomia. (Desculpem, mas emprestei da Wikipédia) 

Ninguém gosta de ser chamado de imoral, mas não percebe que sutilmente tornou-se um ser imoral. É! Deixou-se levar por aquelas coisinhas que “ninguém” vê, que para ele não tem problema e ganhou o Oscar de melhor ator da vida real em O imoral !!! São situações corriqueiras e “descompromissadas” como: O sujeito não devolve o troco que é passado a maior... Come uva na frutaria do mercado... Abre embalagens no mercado, come e não paga... Rouba energia ou internet... que formam o caráter e constitui uma sociedade que anseia por políticos nobres, mas se esquecem que os políticos nascem do seu meio. Aí, meus caros, não sejamos ingênuos pensando que quando sentarem “na cadeira” mudarão sua atitudes, NÃO! Deixarão de cometer delitos “leves” para fazê-los de maneira grandiosa, agora contra nós diretamente. Não sejamos hipócritas, sejamos exemplos, para que possamos cobrar, exigir e reproduzir bons exemplos. São tantas situações comuns, aparentemente normais que nos cercam, nos compram, deixando-nos cegos para a moralidade, é isso mesmo, elas penetram no ponto cego da sociedade, corrompendo e deturpando-a cada vez mais. 

Ser moral não tem a ver com religião mas com princípios e valores. Ser legal não é ser necessariamente moral mas ser moral é muito legal !!!